Seja bem vindo ao meu blog, nele você poderá encontrar: dicas para educadores, sugestões de atividades e muitas outras ideias legais e encantadas
domingo, 9 de maio de 2010
Salto no escuro
Marcelo Bortoloti
Seis de cada dez crianças brasileiras estudam segundo os dogmas do construtivismo, um sistema adotado por países com os piores indicadores de ensino do mundo
Mais de 60% das escolas públicas e particulares no Brasil se identificam como adeptas do construtivismo. Sendo assim, parece óbvio que seis de cada dez crianças brasileiras estão sendo educadas com base em uma doutrina didática cuja natureza, objetivos e lógica devem ser de amplo conhecimento de diretores, professores e pais. Correto? Errado. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) desvenda um cenário obscuro. Em plena era da internet, os conceitos do construtivismo parecem ter chegado ao Brasil via as ondas curtas de 49 metros de propagação troposférica, com suas falhas e chiados. Ninguém sabe ao certo como o construtivismo funciona, muito menos saberia listar as razões pelas quais ele foi adotado ou deve ser defendido. Ele é definido erradamente como um "método de ensino". O construtivismo não é um método. É uma teoria sobre o aprendizado infantil posta de pé nos anos 20 do século passado pelo psicólogo suíço Jean Piaget. A teoria do suíço deu credibilidade à concepção segundo a qual a construção do conhecimento pelas crianças é um processo diretamente relacionado à sua experiência no mundo real. Ponto. A aplicação prática feita nas escolas brasileiras tem apenas o mesmo nome da teoria de Piaget. O construtivismo tornou-se uma interpretação livre de um conceito originalmente racional e coerente. Ele adquiriu várias facetas no Brasil. Unifica-as o primado da realidade da criança sobre os conceitos básicos das disciplinas tradicionais. Traduzindo e caricaturando: como não faz frio suficiente na Amazônia para congelar os rios, um aluno daquela região pode jamais aprender os mecanismos físicos que produzem esse estado da água apenas por ele não fazer parte de sua realidade. Isso está mais longe de Piaget do que Madonna da castidade.
A experiência mostra que as interpretações livres do construtivismo podem ser desastrosas – especialmente quando a escola adota suas versões mais radicais. Nelas, as metas de aprendizado são simplesmente abolidas. O doutor em educação João Batista Oliveira explica: "O construtivismo pode se tornar sinônimo de ausência de parâmetros para a educação, deixando o professor sem norte e o aluno à mercê de suas próprias conjecturas". Por preguiça ou desconhecimento, essas abordagens radicais da teoria de Piaget são a negação de tudo o que trouxe a humanidade ao atual estágio de desenvolvimento tecnológico, científico e médico. Sua ampla aceitação no passado teria impedido a maioria das descobertas científicas, como a assepsia, a anestesia, as grandes cirurgias ou o voo do mais pesado que o ar. Sir Isaac Newton (1643-1727), que escreveu as equações das leis naturais, dizia que suas conquistas só haviam sido possíveis porque ele enxergava o mundo "do ombro dos gigantes" que o precederam. O conhecimento que nos trouxe até aqui é cumulativo, meritocrático, metódico, organizado em currículos que fornecem um mapa e um plano de voo para o jovem aprendiz. Jogar a responsabilidade de como aprender sobre os ombros do aprendiz não é estúpido. É cruel.
Em um país como o Brasil, onde as carências educacionais são agudas, em especial a má formação dos professores, a existência de um método rigoroso, de uma liturgia de ensino na sala de aula, é quase obrigatória. A origem latina da palavra professor deveria ser um guia para todo o processo de aprendizado. O professor é alguém que professa, proclama, atesta e transmite o conhecimento adquirido por ele em uma arte ou ciência. Nada mais longe da realidade brasileira, em que menos da metade dos professores é formada nas disciplinas que ensina. À luz das versões tropicais do construtivismo, essa deficiência é até uma vantagem, pois, afinal, cabe aos próprios alunos definir com base em sua realidade o que querem aprender. É claro que um modelo assim já seria difícil funcionar em uma sala de aula ideal, com um mestre iluminado cercado de poucos e brilhantes pupilos. Nas salas de aula da realidade brasileira, é impossível que essa abordagem leniente dê certo. Adverte o doutor em psicologia Fernando Capovilla, da Universidade de São Paulo (USP): "As aulas construtivistas frequentemente caem no vazio e privam o aluno de conteúdos relevantes".
Um conjunto de pesquisas internacionais chama atenção para o fato de que, em certas disciplinas do ensino básico, o construtivismo pode ser ainda mais danoso – especialmente na fase de alfabetização. Enquanto na pedagogia tradicional (a do bê-á-bá) as crianças são apresentadas às letras do alfabeto e aos seus sons, depois vão formando sílabas até chegar às palavras, os construtivistas suprimem os fonemas e já mostram ao aluno a palavra pronta, sempre associada a uma imagem (veja o quadro). A ideia é que, ao ser exposto repetidamente àquela grafia que se refere a um objeto conhecido, ele acabe por assimilá-la, como que por osmose. De acordo com a mais completa compilação de estudos já feita sobre o tema, consolidada pelo departamento de educação americano, os estudantes submetidos a esse método de alfabetização têm se saído pior do que os que são ensinados pelo sistema tradicional. Foi com base em tal constatação que a Inglaterra, a França e os Estados Unidos abandonaram de vez o construtivismo nessa etapa. O departamento de educação americano também o contraindicou para o ensino da matemática – isso depois de uma sucessão de maus indicadores na sala de aula.
O construtivismo ganhou força na pedagogia durante a década de 70, época em que textos de Piaget e de alguns de seus seguidores, como o psicólogo russo Lev Vygotsky (1896-1934), vários dos quais traduzidos para o inglês, foram descobertos nas universidades americanas. Foi a partir daí que a corrente se disseminou por escolas dos Estados Unidos e da Europa. No Brasil, virou moda. Uma década mais tarde, porém, tal corrente começaria a ser gradativamente abandonada nos países que a adotaram pioneiramente. Os responsáveis pelo sistema educacional daqueles países chegaram a uma mesma conclusão: a de que a adoção de uma filosofia que não se traduzia em um método claro de ensino deixava os professores perdidos, deteriorando o desempenho dos alunos. Hoje, são poucos os países ainda entusiastas do construtivismo. Entre eles estão todos os de pior desempenho nas avaliações internacionais de educação. Com seis de cada dez crianças brasileiras entregues a escolas que se dizem adeptas do construtivismo, é de exigir que diretores, professores, pais e autoridades de educação entendam como se atolaram nesse pântano e tenham um plano de como sair dele.
Fonte: http://veja.abril.com.br/
domingo, 11 de abril de 2010
Jornal Mural
O jornal mural
Nas escolas encontramos, freqüentemente, jornais murais que são fruto de um esforço muito louvável de professores e alunos. E para que, cada vez mais, se aperfeiçoem e passem a ter verdadeiras características de jornal, abandonando pouco a pouco a feição de quadro de avisos ou exposição de trabalho, aí vão algumas sugestões práticas:
O jornal mural deve ser colocado num lugar bem visível, de preferência em corredor de passagem, onde seja possível parar para ler.
Não deve conter palavras cruzadas, charadas ou artigos e reportagens grandes demais.
Os textos não devem ser escritos com letras muito pequenas.
Aulas dadas ou trabalhos de classe podem fazer parte de um jornal mural, desde que o texto tenha características jornalísticas.
Convém que as matérias sejam renovadas, no máximo, a cada 2 dias, salvo raras exceções.
O material deve ser esteticamente distribuído e as seções apresentadas sempre no mesmo lugar, para que o leitor se habitue a achá-las no lugar de costume.
É preciso ter sempre em mente que a principal função do jornal é informar. Procure identificar quais os assuntos de interesse do seu leitor.
Jornal é informação, atualização, recreação, comunicação. As seções, assim delineadas, podem tratar de assuntos educacionais, sociais, esportivos, artísticos, femininos, entre outros, o importante é ter cuidado com a diversidade dos assuntos tratados.
As matérias podem ser apresentadas sob a forma de: pequenos artigos, notas (escritos curtos focalizando acontecimentos), reportagens (relatos de acontecimentos com maiores detalhes), entrevistas etc.
Assuntos a serem publicados num jornal mural escolar podem estar relacionados à:
Vida escolar – festas da escola, datas cívicas, matéria nova dada em classe (apenas comentários), excursões feitas pela escola, material novo adquirido, chegada ou saída de professores etc;
Notícia que acontece no Brasil, estado ou mundo – selecionadas de jornais e revistas. Como sugestão: organize ao redor de um mapa e ligadas por um fio de lã ao local onde se deu o fato;
Biblioteca – livros recém chegados, comentários de livros lidos pelos que fazem a escola. Gráficos de atendimento mensal, fotografia com dados bibliográficos de escritores, personalidades etc;
Alimentação – cardápio da semana (merenda escolar), valor nutritivo dos alimentos, receitas de fácil execução etc;
Vida social – aniversários (alunos, professores, funcionários), nascimento (irmão, filhos de professores), casamentos, falecimentos, doenças, fatos ocorridos no bairro etc; e
Curiosidade – pergunta que pode ser lançada e respondida na próxima edição do jornal.
Esperamos que estas sugestões ajudem aos atuais organizadores de jornais murais
e aos que não têm agora murais sob sua responsabilidade, quando os tiverem.
Sugestão retirada do site : http://www.construirnoticias.com.br/
Jornal Mural do Mês de Março de nossa escola!!!
domingo, 28 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Selinho BLOG DE EXCELÊNCIA
Estou orgulhosa por ter
Ganho da Amiga Aninha do blog:
este importante selinho de qualidade
***Vejam as regrinhas:***
**Declare o nome e o link do blog que te ofereceu o selo.
**Diga por que seu blog é um blog de excelência:
Minha resposta:
Meu blog JARDIM ENCANTADO é um blog de excelência por que procuro aprimorar minha
pratica compartilhando saberes com todos amigos e seguidores deste meu cantinho
abençoado por Deus.
**Indique 7 blogs que você considera de excelência.
Para mim, os blogs que conheço são todos de excelência,
mas só posso indicar sete!
domingo, 14 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher
Utilizando a imagem do autorretrato da Tarsila do Amaral propus aos meus alunos que completassem a imagem desenhando a mulher que eles admiravam para homenagear no dia internacional da mulher. Olha como ficaram bonitas!!!
História do dia internacional da mulher - 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm
Assinar:
Postagens (Atom)




